A nossa oferta…

A NOSSA OFERTA…

Nós carmelitas descalços fundados por Teresa de Jesus e João da Cruz queremos ser pequenas comunidades orantes e fraternas ao serviço dos mais desfavorecidos. No meio da secularização, do afastamento de Deus, da busca do significado e esperança (as vezes não confessadas) queremos ser pessoas e comunidades, que vivem na presença de Deus. A experiência das testemunhas do Carmelo aproxima-nos:

a) Concretamente da humanidade de Deus no rosto de Cristo presente no pobre.

b) Esta humanidade vive-se em comunidades fraternas, cujo centro é Cristo. É a intimidade de confiança com quem sabemos que nos ama. Tão humano, que compreende as nossas debilidades (Teresa de Jesus).

c) Esta intimidade divina no Carmelo vive-se em comunidade: é uma comunidade que cria fraternidade. É uma comunidade cujo centro é constituído por Jesus Cristo (Teresa de Jesus).

d) Uma fraternidade aberta. O Carmelo não é refúgio individual, mas cria comunhão e fraternidade no mundo (Teresa de Jesus).

e) Vive-se num estilo de igualdade, liberdade, simplicidade, naturalidade, alegria e de sentido comum e cristão. É um estilo de família que tem o seu centro na humanidade de Deus em Cristo, na amizade e proximidade. Não afecta só as relações fraternas, mas a concepção da própria vida. E o contrario do rígido, do espiritualismo, do falso. A humildade é andar em verdade no modo de ser e relacionar-se (Teresa de Jesus).

f) Pertence à experiência evangélica do Carmelo, a sentida necessidade da purificação, da transformação. A experiência da transcendência de Deus e da sua proximidade, e ao mesmo tempo, da beleza do mundo como transparência do vestígio/marca do divino (João da Cruz).

g) No Carmelo deu-se a plena experiência do próprio nada, e ao mesmo tempo do amor misericordioso e deste modo de esperança invencível, no poder desse amor misericordioso (Teresa de Lisieux).

h) A experiência do nada viveu-se como identificação com os afastados e não crentes (Teresa de Lisieux) e com as vitimas da injustiça: O Carmelo no campo de concentração, isto é, no lugar do “Holocausto” (Edith Stein). Dá-se ao mesmo tempo a razão inquisitiva moderna e o tempo de paz e gozo da fé (Teresa de Lisieux e Edith Stein).